4 Comentários
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Avatar de Serpentário

Pobre criatura. A estupidez do mundo exigiu a sua vaidade e depois a sua cabeça. Algol.

Avatar de Carlos S

É uma história muito triste. Li pouco do Junji Ito, mas não lembro de finais felizes nos seus enredos.

O que mais me incomoda é o momento em que a população se revolta contra uma menina. Sem provas, sem confirmação, sem justificativa.

É uma "crendice", um boato. Mas com uma capacidade tão destrutiva que o perigo maior (o monstro devorador de mundos), acaba se tornando pequeno frente a frente com a maldade humana.

Avatar de Carlos S

The Walking Dead é outra obra que já abordei aqui (News número #19). Uma obra incrível que mostra muito de como o ser humano é cruel. Às vezes muito mais que um zumbi.

O engraçado dessa história de Ito é que Remina se torna uma alvo, a princípio, pela pressão popular. O envolvimento "global" em caçá-la, só acontece muito depois que ela é perseguida por vizinhos, colegas de trabalho e pelo povo em geral.

O porteiro do prédio, o cameraman, a motorista do taxi, a maquiadora, a socialite ricaça ou o empresário famoso. Nenhum deles põe a mão na consciência e considera estar errado. Nenhum deles tenta salvar a vida daquela criança. A vontade de exterminá-la surgiu nas ruas e só depois o mundo inteiro se curvou à "vontade divina e soberana das massas".

Como sobreviver se o mundo inteiro se torna seu inimigo? Talvez arrumando um "mundo maior" que ataque os seus agressores, como Ito decidiu contar.

Avatar de Alfredo R. Junior

Adorei a ligação que tu fez. A cadela do fascismo artificializa e cria medos ilusórios no povo. Depois aponta um culpado e então aponta uma solução e o protagonista da solução. E o povo cai como pato.

Lembrei-me também da série The walking dead. A série sobre a zumbizada e o desafio de sobreviver a eles. No entanto, há uma segunda leitura que, creio, seja mais aterrorizante. Trata-se do comportamento humano diante do fim da civilização, quando voltamos a ser simples animais que, encurralados e amendrontados, tornamo-nos o verdadeiro terror.