É uma história muito triste. Li pouco do Junji Ito, mas não lembro de finais felizes nos seus enredos.
O que mais me incomoda é o momento em que a população se revolta contra uma menina. Sem provas, sem confirmação, sem justificativa.
É uma "crendice", um boato. Mas com uma capacidade tão destrutiva que o perigo maior (o monstro devorador de mundos), acaba se tornando pequeno frente a frente com a maldade humana.
The Walking Dead é outra obra que já abordei aqui (News número #19). Uma obra incrível que mostra muito de como o ser humano é cruel. Às vezes muito mais que um zumbi.
O engraçado dessa história de Ito é que Remina se torna uma alvo, a princípio, pela pressão popular. O envolvimento "global" em caçá-la, só acontece muito depois que ela é perseguida por vizinhos, colegas de trabalho e pelo povo em geral.
O porteiro do prédio, o cameraman, a motorista do taxi, a maquiadora, a socialite ricaça ou o empresário famoso. Nenhum deles põe a mão na consciência e considera estar errado. Nenhum deles tenta salvar a vida daquela criança. A vontade de exterminá-la surgiu nas ruas e só depois o mundo inteiro se curvou à "vontade divina e soberana das massas".
Como sobreviver se o mundo inteiro se torna seu inimigo? Talvez arrumando um "mundo maior" que ataque os seus agressores, como Ito decidiu contar.
Adorei a ligação que tu fez. A cadela do fascismo artificializa e cria medos ilusórios no povo. Depois aponta um culpado e então aponta uma solução e o protagonista da solução. E o povo cai como pato.
Lembrei-me também da série The walking dead. A série sobre a zumbizada e o desafio de sobreviver a eles. No entanto, há uma segunda leitura que, creio, seja mais aterrorizante. Trata-se do comportamento humano diante do fim da civilização, quando voltamos a ser simples animais que, encurralados e amendrontados, tornamo-nos o verdadeiro terror.
Pobre criatura. A estupidez do mundo exigiu a sua vaidade e depois a sua cabeça. Algol.
É uma história muito triste. Li pouco do Junji Ito, mas não lembro de finais felizes nos seus enredos.
O que mais me incomoda é o momento em que a população se revolta contra uma menina. Sem provas, sem confirmação, sem justificativa.
É uma "crendice", um boato. Mas com uma capacidade tão destrutiva que o perigo maior (o monstro devorador de mundos), acaba se tornando pequeno frente a frente com a maldade humana.
The Walking Dead é outra obra que já abordei aqui (News número #19). Uma obra incrível que mostra muito de como o ser humano é cruel. Às vezes muito mais que um zumbi.
O engraçado dessa história de Ito é que Remina se torna uma alvo, a princípio, pela pressão popular. O envolvimento "global" em caçá-la, só acontece muito depois que ela é perseguida por vizinhos, colegas de trabalho e pelo povo em geral.
O porteiro do prédio, o cameraman, a motorista do taxi, a maquiadora, a socialite ricaça ou o empresário famoso. Nenhum deles põe a mão na consciência e considera estar errado. Nenhum deles tenta salvar a vida daquela criança. A vontade de exterminá-la surgiu nas ruas e só depois o mundo inteiro se curvou à "vontade divina e soberana das massas".
Como sobreviver se o mundo inteiro se torna seu inimigo? Talvez arrumando um "mundo maior" que ataque os seus agressores, como Ito decidiu contar.
Adorei a ligação que tu fez. A cadela do fascismo artificializa e cria medos ilusórios no povo. Depois aponta um culpado e então aponta uma solução e o protagonista da solução. E o povo cai como pato.
Lembrei-me também da série The walking dead. A série sobre a zumbizada e o desafio de sobreviver a eles. No entanto, há uma segunda leitura que, creio, seja mais aterrorizante. Trata-se do comportamento humano diante do fim da civilização, quando voltamos a ser simples animais que, encurralados e amendrontados, tornamo-nos o verdadeiro terror.